Artigos Técnicos

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Principais cruzamentos que podem ser realizados com base na raça Guzerá

Principais cruzamentos que podem ser realizados com base na raça Guzerá

O Guzerá é uma raça de fácil manejo, fértil, produtiva e adaptada às condições das pastagens brasileiras. Isso é fato. Por sua pureza racial, uma das maiores aptidões da raça Guzerá é para o cruzamento industrial, seja ele visando carne ou leite.

No cruzamento com as raças Holandesa e Pardo Suíço, obtêm-se mestiças leiteiras de alta qualidade e ao mesmo tempo excepcionais machos de corte, que chegam a atingir confinados, ganho diário médio de 1.400 gramas/dia durante 90 dias. Quando recriados a pasto, são abatidos antes dos 24 meses com peso de carcaça superior a 15 arrobas.

Além disso, o Guzonel vem há algum tempo se destacando como o cruzamento com os melhores preços de bezerro para recria, nas mais diversas praças. O Guzonel é o resultado do cruzamento de vacas aneloradas (ou Nelore) com touros Guzerá. As fêmeas são retidas para reposição da vacada de corte e os machos são vendidos e recriados para o abate.  Este cruzamento é considerado pela maioria dos produtores.

Se você se interessou pela raça Guzerá e quer saber mais, procure o Núcleo de Criadores de Guzerá da Bahia e Sergipe.

 

Contatos:

contato@guzerabase.com.br

presidencia@guzerabase.com.br

facebook.com/guzerabase

www.guzerabase.com.br

 

Tel.: 75 3223-0609

Rua Hanser Bahia, 53 – CASEB

CEP: 44.052-153 – Feira de Santana / Bahia

DO INVERNO AO VERÃO, O GUZERÁ NÃO LHE DEIXA NA MÃO

DO INVERNO AO VERÃO, O GUZERÁ NÃO LHE DEIXA NA MÃO

A carne bovina é sem dúvida um dos alimentos mais preferidos pelo brasileiro. Segundo a ABIEC/2014 o consumo per capita no Brasil é um dos maiores do mundo, chegando a 41kg/ano. Por outro lado, o leite é outro alimento que vem sendo cada vez mais consumido. O consumo per capita do brasileiro é de 172,6 litros (MAPA). E a tendência é que isso cresça a cada ano. Segundo pesquisas, até 2020 a expectativa de crescimento do consumo mundial de leite e de corte é de 30% (AGE/MAPA/SGE/Embrapa/IBGE/MDIC).

Dentre os bovinos, se destaca a raça Guzerá, por sua dupla aptidão, e pela sua capacidade de conversão alimentar, necessitando de uma quantidade menor de comida para sobreviver, ganhar peso e produzir leite, sendo um animal que está apto em qualquer estação.

A qualidade da carcaça, precocidade e ganho de peso, são pontos fortes do Guzerá comprovados por vários programas de melhoramento genético. Assim, o Guzerá é um animal que tem a maior expectativa dentre os zebuinos, ou seja: ele chega mais próximo do resultado esperado, tanto para corte como para produção leiteira, independente da região, do clima ou da estação.

O guzerá também possui uma qualidade invejável. Os filhos nascidos do cruzamento de outras raças com o Guzerá apresentam melhor desempenho, sobretudo na produção do que a média do país (maior heterose). Por isso,  é um animal fartamente utilizado na formação de outras raças zebuínas como o Indubrasil, o Tabapuã o Branham além de outras com taurino como o Guzolando. O mundo já se rendeu a essa heterose superior obtidas no cruzamento com o Guzerá.

 

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Guzerá – Ideal para todo tipo de cruzamento

Guzerá – Ideal para todo tipo de cruzamento

Desde o início da história do Zebu no Brasil houve cruzamentos entre o Guzerá e as demais raças leiteiras existentes, destacando-se o Holandês, o Pardo-Suíço, o Red-Poli, e outras, bem como com raças de corte como o Durham, o Limousin, o Charolés, etc. Nunca houve, no entanto, um interesse em registrar esse tipo de gado cruzado que, hoje, é chamado de “Guzolando”.

No Nordeste, principalmente na região semi-árida, a maioria do gado leiteiro é formada pelo cruzamento de Guzerá com Pardo-Suíço ou com Holandês.

Somente no ano de 1989 foi aprovado o Regulamento para formação do Guzolando (ou “Guzerando”, nome prontamente descartado).

Talvez o mais importante uso do touro Guzolando seja sobre a vacada Girolanda, pois reforça os ligamentos do úbere, corrige o tamanho e direcionamento das tetas. Praticamente toda produção de Guzolando é adquirida por criadores de Girolando.

O touro Guzolando sobre vacada anelorada produz um magnífico resultado no abate. Também é muito utilizado como reprodutor. O macho Guzolando é excelente para o confinamento ou para ser mantido no campo.

O Guzolando é de grande porte, geralmente de pelagem preta ou vermelha, chifres curtos quando não-descornados até a Idade de 30 meses. O úbere é firme, de ligamentos poderosos, permitindo fácil produção acima de 7.000 kg. Principais regiões de Guzolando: Rio de Janeiro, Governador Valadares, Brasília, e todo o semi-árido nordestino, etc. Média de produção: 3.500-5.500 kg/ano com 4,5-5,5% de gordura. 

 

Fonte: ACGB – Associação dos Criados de Guzerá do Brasil

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GUZERÁ – AS VANTAGENS DE UMA RAÇA FORTE

GUZERÁ – AS VANTAGENS DE UMA RAÇA FORTE

A raça Guzerá vem se expandindo para todas as regiões, com notáveis resultados, sendo considerado o gado ideal para todos os tipos de cruzamento, principalmente o cruzamento com o Nelore e Holandês, por exemplo, que gera animais rústicos, adaptados ao clima brasileiro, com precocidade e alta produtividade, tanto para leite, como para corte. Vários projetos estão sendo feitos no Brasil, com o objetivo de intensificar o potencial genético da Raça, melhorando a produtividade e qualidade do gado Guzerá. Atualmente existe uma demanda aquecida e o investimento é seguro, que vale a pena, como afirma o pecuarista Joaquim Martino Ferreira, do Projeto Seleção Guzerá Agropecuária – Marca S, em entrevista concedida ao Diário do Comércio.

O retorno dos pecuaristas que investem no rebanho Guzerá tem sido bastante positivo e a grande maioria que começa trabalhando nesse investimento, até mesmo em pequena escala não quer mais parar.

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Foto: ZZN Peres

CONHEÇA MAIS A RAÇA GUZERÁ

CONHEÇA MAIS A RAÇA GUZERÁ

COMO SURGIU

As evidências arqueológicas comprovam que o Kankrej ou Guzerá é uma das raças mais antigas do mundo. Selos impressos com estampas da raça Guzerá em cerâmica e em terracota foram encontrados em sítios arqueológicos na Índia e Paquistão assim como em peças diversas nas regiões da antiga Assíria e Mesopotâmia.

 

O museu de Bagdá, no Iraque, apresenta muitas peças e artefatos de ouro com a imagem do touro Guzerá, exatamente como ele é hoje. Tudo indica que o Kankrej era personagem importante nas pelejas, nos transportes e nas caçadas da antiga Mesopotâmia. O Guzerá já habitava na Índia, desde 1.500 a.C. O hábitat do Guzerá é a região predesértica de kutch, em Gujarat, sequenciado ao norte pelo deserto de Thar e pelo deserto de Sind.

 

O SURGIMENTO NO BRASIL

O Guzerá foi a primeira raça zebuína a chegar ao Brasil, entre as que persistem. A raça foi trazida da Índia, na década de 1870, pelo Barão de Duas Barras, logo dominando a pecuária nos cafezais fluminenses. Surgia como solução para arrastar os pesados carroções e até vagões para transporte de café, nas íngremes montanhas, e também para produzir leite e carne. A raça Guzerá está espalhada por várias regiões mas é notória sua presença na região nordestina, onde foi a única raça que sobreviveu, produtivamente, durante os cinco anos consecutivos de seca (1978-1983), além de ter enfrentado também outras secas históricas (1945, 1952, etc). Isso ajudou ao fortalecimento da raça e era comum ouvir a frase: “quando um Guzerá cai para morrer, todos os demais gados já morreram”.

 

GUZERÁ UMA RAÇA IDEAL PARA QUALQUER CRUZAMENTO

A raça Guzerá também é muito criada no Rio de Janeiro – onde constituiu o primeiro núcleo de Zebu no país – em Minas Gerais, São Paulo e Goiás, e vem se expandindo para todas as regiões, com notáveis resultados, sendo considerado o gado ideal para todos os tipos de cruzamento, principalmente o cruzamento com o Nelore e Holandês, por exemplo, que gera animais rústicos, adaptados ao clima brasileiro, com precocidade e alta produtividade, tanto para leite, como para corte.

Diversas pesquisas comprovam que o Guzerá tem a melhor taxa de conversão alimentar, melhor custo benefício em habilidade materna e é considerado o investimento mais seguro, em se tratando de resistência às flutuações climáticas.

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A Importância da Qualidade dos Dados

A Importância da Qualidade dos Dados

 

Melhores grupos de contemporâneos fazem a melhor tecnologia trabalhar ainda melhor

⠀⠀Eu sei que o título contém um monte de “melhor”, mas a declaração é verdadeira. O velho ditado sobre “entra lixo, sai lixo” é absolutamente correto e está relacionado fortemente ao melhoramento genético. Esta é a razão pela qual informar os dados correta e equitativamente é tão importante. Se você for como eu, você está absolutamente em êxtase com os novos sistemas para o cálculo de informações genéticas. Tanto avanço científico e trabalho árduo foi realizado e, todos nós podemos nos beneficiar desse esforço. Com o futuro em mente, eu quero revisitar um pouco o passado, porque as atuais e as novas tecnologias ainda dependem muito do compromisso do criador com a coleta e envio de dados de alta qualidade. Na verdade, pode-se argumentar que o envio de dados pode ser mais importante do que nunca. Não se deixe levar pela promessa de novas tecnologias tornando a vida mais fácil. Diagnósticos de DNA exigem enormes quantidades de novos dados para recalibração e atualização para que eles possam ser eficazes tanto hoje como no futuro.

⠀⠀Informações de grupo de contemporâneos bem definidas e relatadas corretamente ainda são a espinha dorsal para os sistemas de dados nos quais confiamos para fazermos gado melhor e carne melhor. As discussões sobre dados de grupo de contemporâneos são muitas vezes ofuscadas pelos sonhos da tecnologia de “fazer tudo” e a triste tendência de reverter ao uso simplista de dados brutos e individuais para caracterizar o desempenho e o progresso. A verdade é que, sem comparações entre contemporâneos e avaliações de qualidade, toda a tecnologia e marketing que usamos dá pouca esperança de melhoria significativa ou de melhor competitividade.

⠀⠀Pense em grupos contemporâneos simplesmente como corridas – corridas que acontecem em milhares de fazendas e núcleos de seleção a cada ano. Relatamos os resultados dessas corridas ao ASA (Associação Americana do Simental). Eles, por sua vez, avaliam os vencedores e perdedores e nos relatam qual genética ganhou mais corridas para mais características do que outras em uma enorme variedade de ambientes e situações. Nenhum touro ganhará todas as corridas, toda vez. Não importa o quão certo estamos de que os resultados em nossa casa são os únicos que contam, as progênies se classificam e desempenham diferentemente em comparação com seus contemporâneos em situações diferentes. Touros que ganham muito mais vezes do que perdem acumulam valor para características específicas e, aqueles que aparecem abaixo da média repetidamente perdem valor de DEP para essas características. Este esforço combinado de tecnologia e comunicação de dados é como ser capaz de perguntar a todos os criadores do mundo como foi o desempenho de seus bezerros. Lembre-se que um touro pode ganhar e perder em diferentes categorias. Poderia ganhar para o crescimento e perder para características de carcaça ou ganhar para o valor maternal e perder para a facilidade de parto. Quanto mais resultados de corrida forem relatados de vários rebanhos, mais certeza nós teremos sobre os resultados de futuras corridas; E maior a acurácia das predições das características que estamos tentando medir e ou melhorar. Nosso sistema até corrige o viés de acasalamento e nossas próprias tendências lógicas para acasalamentos preferenciais.

⠀⠀Corridas justas e honestas são a chave para uma avaliação genética excelente e acurada. É por isso que o agrupamento de contemporâneos bem concebido (justo) é ainda o início e o fim de DEPs valiosas, o que por sua vez maximiza o melhoramento genético. Ter um monte de resultados de corrida realmente ajuda, mas quanto mais confiáveis e bem conduzidas essas comparações, melhores são as informações devolvidas aos criadores e mais poderosa é a avaliação genética.

⠀⠀Como então podemos delinear e ajudar a garantir “corridas justas”? Se você observar as regras para o agrupamento de contemporâneos, elas são bastante específicas quanto a intervalos de tempo, ambiente, sexo e detalhes que devem ser seguidos para obter os mais precisos e úteis resultados de “corridas”. Se é uma “corrida de subida”, todo mundo tem que correr para cima. Se os pesos são obtidos com o gado cheio (sem jejum), todos eles precisam ser obtidos com o gado cheio. Se um grupo de animais recebe tratamento especial, de qualquer tipo, não deve ser comparado com gado que não recebeu tratamento ou vantagem especial. O objetivo é remover o máximo possível de ambiente da equação e medir apenas as diferenças devido à genética. Como criadores, rotineiramente adicionamos ruído ambiental aos nossos programas por muitas razões, e não é um grande problema para os grupos contemporâneos, desde que separemos os grupos em corridas honestas e justas. Trinta animais divididos em 5 grupos de contemporâneos bem planejados podem, de fato, ser mais informativos do que deixar 30 em um grupo, embora alguns tenham sido alimentados por “creep feeding”, alguns estiveram em diferentes condições de pastagem, um grupo ficou doente, etc. Todas essas são razões para redefinir agrupamentos quando seus dados são comunicados. Na maioria das vezes não pensamos nisso, mas os animais em uma desvantagem significativa devido ao ambiente devem ser retirados dos grupos também. Os bezerros criados como gêmeos não são comparados com a média do grupo para efeitos de avaliação devido à significativa desvantagem ambiental que têm para os bezerros criados sozinhos. Um bezerro com uma perna quebrada, cronicamente doente ou órfão deve ser descartado do grupo porque sua corrida não foi “justa” ou equitativa geneticamente devido a influências ambientais predominantes. Esses bezerros devem ser avaliados separadamente e, portanto, seus cálculos não contribuirão para a avaliação genética ou DEPs para o seu pai, mãe ou outros ancestrais.

⠀⠀Uma das questões mais negligenciadas do grupo de contemporâneos são os grupos ou unidades de pastagem. Do ponto de vista “purista”, diferentes grupos de pastejo ou de vacas percorrem um hipódromo diferente e, portanto, um grupo contemporâneo diferente. Uma das circunstâncias mais comuns onde situações semelhantes de pastagem podem resultar em uma corrida diferente é quando se avalia a fertilidade ou “Stayability”. Por exemplo, um touro em uma pastagem não conseguiu cobrir quaisquer vacas e o de uma pastagem adjacente conseguiu. Se os dois grupos de pastejo fossem erroneamente relatados como um grupo de contemporâneos, as vacas no pasto com o touro ruim seriam as culpadas por não conceber e não o “ambiente”, mesmo que neste caso o touro, naquele pasto, fosse o culpado. Se relatado corretamente, como dois grupos de contemporâneos distintos, a genética para longevidade dessas vacas com o touro não-criador não seria punida porque a sua corrida foi muito fraca e todos perderam.

⠀⠀Fatores de ajuste estão lá para ajudar a tornar as corridas mais justas. Assim como você pode dar a seus filhos uma vantagem em uma corrida em todo o quintal quando eles são jovens para fazer uma corrida mais “justa”, um fator de ajuste tenta fazer dados difíceis de comparar, comparáveis. Nós adicionamos pesos no nascimento aos bezerros das novilhas para fazer o peso mais comparável às progênies das vacas porque isso torna uma corrida de comparação genética mais justa. Acrescenta-se o peso de desmame à progênie de novilhas porque, em geral, o primeiro bezerro delas é o menor que se desmamou, e por isso é difícil compará-lo com a progênie das vacas maduras em suas pastagens. Esses fatores de ajuste podem não ser perfeitos para todas as situações e todos gostam de apontar isso. Se você puder provar ao longo de anos de dados que os ajustes para pesos de bezerros filhos de novilhas de primeira cria em seu rebanho são sempre muito altos ou muito baixos, basta relatar seus dados de progênies de novilhas como um único grupo contemporâneo. Isso não vai prejudicar a avaliação genética, independentemente da escolha que você faz. Por exemplo, quando as novilhas são tratadas de forma substancialmente diferente das vacas, os bezerros devem ser relatados como um grupo contemporâneo separado para maior qualidade dos dados. A decisão é baseada no que contribui para a corrida mais justa e equitativa.

⠀⠀É importante lembrar algumas coisas simples quando se trata de agrupamentos de contemporâneos. Uma vez que um grupo contemporâneo é quebrado, ele não será reagrupado, exceto em algumas situações isoladas. Existem regras para o agrupamento de contemporâneos, como a proteção de sobreposição de estações, que podem tornar seus grupos contemporâneos menores do que você se lembra de ter relatado. Em geral, as corridas justas são entre bezerros de idades próximas, do mesmo sexo e sempre com base em uma chance semelhante para competir na corrida. Dessa forma, os vencedores e perdedores fornecerão a melhor das informações para o banco de dados e, em última análise, para os criadores que contam com o valor da informação genética e das DEPs. Um monte de dados de um monte de criadores sempre faz o dia valer a pena, mas um monte de bons dados nos leva onde todos nós queremos ir muito mais rápido. Repensem seus agrupamentos de contemporâneos e corridas justas para 2016 – façam seus dados serem úteis!

Marty Ropp, CEO, Business Development Specialist & Field Representative, Allied Genetic Resources American Simmental Association / April 15, 2016

FONTE: ABCZ

Cinco passos para escolher a forrageira certa

Cinco passos para escolher a forrageira certa

Pesquisador da Embrapa Gado de Corte comenta principais pontos que interferem na adoção de diferentes espécies ou cultivares para o pasto

9574No Brasil tropical existem mais de 100 milhões de hectares com pastagens cultivadas, mas estimativas de pastagens degradadas variam de 50 a 80% para os biomas Cerrado e Floresta Tropical. Os dados são preocupantes e as perdas por degradação são causadas por fatores relacionados às técnicas de formação e manejo.

Um bom pasto começa pelo seu correto estabelecimento e o processo se inicia com a escolha das forrageiras adaptadas ao ambiente da propriedade.

O pesquisador da Embrapa, José Alexandre Agiova da Costa, apresenta ao produtor um roteiro prático para ajudá-lo a planejar essa etapa. Abaixo, você confere transcrição do conteúdo divulgado em formato de áudio pela Embrapa:

Introdução – São quatro os requisitos básicos na formação de uma pastagem: as condições de solo e clima no local onde será estabelecido o pasto; a presença ou não de invasoras e pragas – como cupins, formigas, etc -; a espécie ou categoria animal que vai utilizar esse pasto e o grau de tecnologia que o produtor deseja. Ele quer uma pastagem altamente produtiva para fazer terminação? Ou está pensando na renovação de uma pastagem para fazer manutenção do rebanho de cria?

Condições de solo e clima – As condições edafoclimáticas são extremamente importantes, porque a base de tudo é o solo e, também, claro, as condições de clima, como, por exemplo, o índice de pluviosidade. O solo, se for plano, é uma coisa; declivoso é outra. Em solo declivoso, não usaríamos Panicum, porque ele forma touceiras mais espaçadas e deixa o solo descoberto, sujeito a erosão. Nessas condições aparecem também plantas invasoras.

Se o solo é muito pedregoso, algumas cultivares forrageiras não se adaptam. Nós poderíamos trabalhar em alguns solos no Tocantins ou na baixada cuiabana com Massai ou Andropógon, que são capins que suportam melhor essas condições de pedregosidade. Outra coisa importante é a quantidade de chuvas na região. Temos forrageiras mais e menos exigentes.

Outra questão é a distribuição da pluviosidade. O Panicum sofre mais quando a chuva é muito concentrada em um período. Então, podemos ter a pluviosidade adequada, mas ter uma frequência que não atende às necessidades. Em vez do Panicum, uma alternativa seria então a braquiária.

Presença de invasora e pragas – Antes de mais nada, é preciso fazer um combate às formigas. Estamos falando de um combate sistemático, principalmente naquele período de estabelecimento, ou seja, quando as plantas estão brotando e formando as touceiras na pastagem. Se possível, o controle de formigas deve ser feito previamente ao estabelecimento da pastagem. Temos alguns tipos de cupins que também podem ser um problema.

Em áreas que antes eram lavouras ou com plantas nativas, com brotos do Cerrado ainda bastante presentes, se for necessário fazer uma correção, o uso de grade niveladora controla bem as invasoras. Após a pastagem ser estabelecida, caso ocorra alguma infestação, é necessário fazer um novo controle.

O Panicum, por ser uma espécie que demanda mais fertilidade e por se utilizar doses de nitrogênio mais altas, é mais atacado por formigas, principalmente em locais onde os solos são um pouco mais arenosos. Eu não estou dizendo com isso que é para plantar Panicum em solo arenoso, mas existem solos mistos que têm teores de argila em torno de 30% que seriam adequados para Panicum, só que mesmo assim, por essa característica, têm grandes colônias de formigueiro que vão atacar muito essa pastagem no início e, possivelmente, após sua formação.

Espécie e categoria animal – A próxima pergunta da série deve ser sempre: para que a pastagem se destina? Se nós estamos trabalhando com equinos, que têm o hábito de pastejo bastante diferente de um bovino, nós vamos utilizar um tipo de pastagem; se é terminação de bovinos de corte, outra.

Quando a gente começa a trabalhar com áreas maiores, para  bovinos, a gente procura espécies forrageiras por semente, pela facilidade, porque existe comércio abundante, qualificação tanto da indústria forrageira quanto dos revendedores técnicos que atendem os produtores. Se eu estou trabalhando com terminação de bovinos de corte ou novilhos, eu preciso de uma espécie forrageira com valor nutricional maior, então nós poderíamos optar pela braquiária, por exemplo, como o Piatã ou o Paiaguás. E, havendo condição, trabalhar com Panicums que, mesmo em áreas menores, suporta altas taxas de lotação e tem um valor nutricional melhor, fazendo com que você tenha um resultado melhor na terminação a pasto.

Se eu estou trabalhando com rebanho de cria eu não preciso dessa forrageira tão exigente. Então, muitas vezes, fazendo aproveitamento de pastagens que já existam na propriedade, como braquiária decumbens, eu poderia fazer uma renovação da pastagem, uma adubação para recuperá-la sem precisar plantar uma outra espécie forrageira.

Se eu for adquirir semente, até pelo custo, eu poderia trabalhar, por exemplo, com capim Marandu, que é uma braquiária que combate bem as invasoras, tem rápido crescimento e um aporte nutricional indicado para manter um rebanho de cria, principalmente se nós estamos falando de zebu, Nelore, ou azebuados, como Guzerá, Tabapuã etc.

Grau de tecnologia – Outro requisito é o que o produtor espera da pastagem que foi adotada, levando em consideração as restrições do ambiente.

Se você tem um rebanho de cria e faz genética para a venda de animais você não tem muito problema com a cultivar forrageira utilizada, porque não faz uso de taxa de lotação tão alta.

Agora, para a produção intensiva de carne e no caso de quem utiliza, por exemplo, pivô de irrigação, quanto mais produtiva for essa forrageira, melhor, principalmente quando o produtor não trabalha com cria, mas com compra e venda de animais só para fazer a terminação. São situações muito comuns, compra de novilhas, por exemplo, em que é feita a compra do animal com 8, 9 @ para venda com 12, 13 @ ou até menos. Esse produtor, no caso, precisa de uma pastagem de alta produtividade. Ele compra as cabeças, passa um ciclo de um ano e meio, dois, e vende. Daí a necessidade de trabalhar com espécies forrageiras de alta tecnologia.

É interessante ainda que se tenha mais de uma espécie ou cultivar na fazenda, porque os Panicums, por exemplo, produzem bem nas águas e as braquiárias suportam mais as condições de seca.

Fonte: Embrapa Gado de Corte

Governo e setor produtivo querem ampliar exportações de sêmen e embriões bovinos

Governo e setor produtivo querem ampliar exportações de sêmen e embriões bovinos

Hoje, o Brasil ocupa a 20ª posição no comércio mundial desses produtos, mas há espaço para crescer

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está trabalhando, em conjunto com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e com a Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), para ampliar a participação do Brasil no comércio mundial de sêmen e embriões bovinos.

Atualmente, o Brasil está em 20º lugar no ranking global de exportação de material genético bovino.  Segundo o Departamento de Saúde Animal do Mapa, o país tem grande potencial de crescimento no segmento, por possuir um rebanho bovino com alto padrão zootécnico.

Esta semana, representantes do Mapa, da CNA e ABCZ estiveram reunidos em Brasília para debater medidas voltadas ao incremento das exportações brasileiras de material genético bovino.

Mapa e setor privado avaliam mercado de material genético bovino (Noaldo Santos/Mapa)

De acordo com o chefe da Divisão de Trânsito Nacional do ministério, Rodrigo Padovani, o principal objetivo da articulação com o setor privado é alinhar as ações para atender as demandas de novos mercados e facilitar a criação e a modernização de novos protocolos zoosanitários, além de revisar periodicamente os protocolos vigentes. Além disso, acrescenta, é fundamental desburocratizar as exportações.

Na avaliação do gerente técnico da ABCZ, Mario Karpinskas, a relação com o setor público deve contribuir para ampliar a exportação de sêmen e embriões bovinos para o mercado para países com clima tropical, como Colômbia, Equador, Venezuela, Tailândia e Malásia, além de nações africanas.

Mais informações à imprensa:
Assessoria de comunicação social
Fernanda Tallarico
imprensa@agricultura.gov.br
Fonte:Ministério da Agricultura

As vantagens de investir no boi 7-7-7

As vantagens de investir no boi 7-7-7

Além de aumentar a produção de carne/ha/ano, pecuarista também ganha em qualidade da carne produzida

Marina Salles

vantagensguzera

“Você, pecuarista, compraria a carne que está produzindo?” Com esse mote, o pesquisador Flávio de Resende Dutra e diretor da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), conduziu seu workshop sobre a carcaça do boi 7-7-7 em São Paulo.

Conceito conhecido entre os produtores há algum tempo, a expressão refere-se à expectativa de ganho de peso de carcaça do nascimento ao abate. “A ideia é fazer o animal desmamar com 7@ aos oito meses de idade, ganhar outras 7@ nos 12 meses seguintes e engordar mais 7@ em confinamento ou a pasto com ração em mais 120 dias”, diz Dutra. Segundo o pesquisador, o foco é no crescimento de carcaça e não no peso vivo. “Por isso, não falamos em desmama aos 210 kg e sim em 7@ (105 kg)”, explica.

Sobre a pergunta que deixou os produtores intrigados, o “sim” e o “não” costuma variar em função de um indicador simples: a aparência da carne. De acordo com Dutra, é uma contusão aqui, um mau acabamento ali e a coloração dos cortes que vão explicar lá na frente por que alguns produtos ficam encalhados nas prateleiras. Cabe ao pecuarista entender o que houve lá atrás. “Se você não levaria determinada peça de carne para casa, não pode esperar que alguém leve”, afirma.

No vídeo, Dutra detalha o conceito da carcaça do boi 7-7-7 e fala sobre os ganhos do processo produtivo em relação aos sistemas de manejo tradicionais:

 

Fonte: Portal DBO